A identificação de Cristo, com o pecador deveria ser completa. A morte física não removeria nossos pecados, seria necessário uma completa identificação com a natureza espiritual do homem caído. O pecado é mais que um ato físico é uma condição espiritual, de morte. Jesus experimentou a morte espiritual como homem. A morte espiritual é o oposto da vida espiritual e não significa o fim total da existência, significa que o espirito humano está desligado de Deus. Nesta obra de redenção Cristo provou a morte espiritual por toda humanidade. Seu espírito, ou homem interior, experimentou toda condenação do inferno em nosso lugar [Hebreus 2:9]. Na cruz Jesus tornou-se separado do Pai como qualquer outro homem caído, ele experimentou a natureza da morte espiritual. Lembre-se do que Jesus exclamou na cruz: “Deus meu Deus meu, por que me desamparaste?” [Mt. 27:46]. A morte espiritual quer dizer ainda outra coisa além de separação do Criador, a pessoa passa a ter a natureza de Satanás [João 8:44], passa a ter a natureza do próprio pecado.

Ao revelar estas coisas Jesus se comparou a serpente de bronze levantada sobre o madeiro no deserto. Ele estava dizendo que tornou-se pecado, tornou-se como a serpente, levando a natureza da serpente para a morte no madeiro [João 2:14-17]. Cristo provou a morte espiritual e condenação do inferno por toda a humanidade [Atos 2:24;27;29-31]. Ao profetizar este fato no capítulo 22 de Salmos, Davi diz que a natureza do Cristo, seria como a natureza do pior dos homens, como a natureza de um verme.

“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas do meu auxílio e das palavras do meu bramido? Mas eu sou verme, e não homem, motivo de zombaria e objeto de desprezo do povo. Caçoam de mim todos os que me veem; balançando a cabeça, lançam insultos contra mim, dizendo: “Recorra ao Senhor! Que o Senhor o liberte! Que ele o livre, já que lhe quer bem! ” Salmos 22:1;6-8

No Hades Cristo satisfez as reivindicações da Justiça (Mt. 3:15), para cada um de nós, porque Ele passou por tudo isso em nosso lugar. Jesus entregou o espírito ao cumprimento da justiça [Lc 23:45], somente uma vida eterna poderia ser suficiente [Colossenses 2:12-15] para saciar o pecado eterno. E depois de cumprir toda justiça o Espírito, ressuscitou-o. Jesus foi a primeira pessoa a nascer de novo [1 Coríntios 15:20]. Por isso, quando alguém nasce de novo, o Espírito que ressuscitou Jesus dentre os mortos, traz o espírito do pecador de volta a vida. O Espírito Santo recria o espírito assim como aconteceu com Jesus, o novo nascido nasce com a natureza de Deus [Cl. 2: 9-10], pois foi gerado pelo Espírito, assim como Jesus foi na ressurreição. Todo aquele que nasceu de novo foi gerado como Jesus foi. Quando Cristo morreu na cruz, todos nós morremos com Ele. Quando Cristo passou pelo inferno, todos nós estávamos com Ele. Portanto quando Cristo ressuscitou dentre os mortos todos nós ressuscitamos para uma nova vida no espírito juntamente com Ele.

Como Cristo se tornou pecado?

O pecado entrou no espírito de Jesus, do mesmo modo que recebemos a justiça de Deus em nós, ele creu na Palavra e a confessou [Mateus 17:12]. Jesus recebeu o pecado e a morte espiritual do mesmo modo como recebemos a vida no espírito. Jesus creu na Palavra e confessou com a boca aquilo que iria ocorrer com Ele. Ele sustentou em fé aquilo que as Escrituras diziam que iria acontecer. Ele creu que iniquidade de todos nós recairia sobre Ele, ele agiu a altura da Palavra indo até a cruz, e a Palavra se cumpriu.

A cruz não foi um acidente, ou algo que era desconhecido por Jesus. Ele sabia que aquilo ocorreria e exerceu fé para que aquilo se cumprisse de acordo com as Escrituras. Ele já havia lido o que o profeta Isaías havia escrito em Isaías 53, assim também como ele conhecia o que estava escrito em Isaías no capítulo 52 no versículo 14:

“Assim como houve muitos que ficaram pasmados diante dele; sua aparência estava tão desfigurada, que ele se tornou irreconhecível como homem; não parecia um ser humano;” Isaías 52:14

 

Ele levou sobre si todas as enfermidades

 

“Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido.” Isaías 53:4

Ao olharmos para os fatos de nossa redenção, veremos entre Eles como Jesus absolveu para si todas as enfermidades, doenças e dores sobre o seu corpo físico. Todas os tipos de doenças, dores e enfermidades de todos os tempos, estavam sendo levados para o corpo Jesus. Ele sofreu corporalmente tudo o que a natureza humana um dia poderia experimentar. Muitas pessoas perguntam: “É a vontade de Deus me curar?” ou “Será que esta enfermidade é a vontade de Deus para a minha vida?”, a resposta a estas perguntas está em Isaías capítulo 53 versículo 10:  “Contudo foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer”, Deus preferiu esmagar e moer o seu Jesus, derramando sobre Ele todas as enfermidades e doenças, do que entrega-las a você. A vontade de Deus foi manifesta na cruz, cura é da vontade de Deus, pois Ele levou sobre si, para que não permaneça sobre você.

 

Ele foi castigado para nos trazer Paz

 

“o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele” Isaías 53:5

Toda punição e castigo que estava reservada para os pecadores foi absolvida por Jesus na cruz, ele tomou todo o castigo, ele sofreu toda a condenação. Até mesmo a condenação máxima do inferno Ele viveu. Tudo para que pudéssemos ter paz com Deus. Adão quando pecou foi feito inimigo por causa de sua natureza pecadora, mas em Cristo somos feitos justos e agora temos paz com Deus (Romanos 5:1)

 

Ele foi ferido pelas transgressões e moído pelas iniquidades

Aqui precisamos parar para pensar: “O que é pecado?”. Pecado é uma decisão que vai contra a justiça de Deus e sua vontade. Já vimos que todo pecado gera morte, mas há diferentes níveis de envolvimento. Pecado trata-se do nível mais básico, é uma simples violação de princípios divinos. A partir do momento que o pecado passa a ser planejado ele torna-se uma transgressão, ou rebelião, um envolvimento que produz contaminação do corpo, da alma e do espírito (Tg. 1:13-14), essa contaminação leva a um nível mais profundo a iniquidade, ou ainda a maldade, ela é a inversão da natureza divina, e chamada na Bíblia como a natureza do diabo. Iniquidade é a mentira do inferno fundamentada no interior, a iniquidade tem a capacidade de gerar mais pecados, cauterizar a consciência e deturpar todo ser (1 Tm. 4:2). Todos aqueles que não nasceram de deus são iníquos por natureza (Jo. 8:44), para os cristãos a iniquidade pode se proliferar até que fé seja sufocada e não haja mais certeza de salvação, é como a parábola do semeador. A semente que caiu em boa terra mas foi sufocada pelos espinhos (Mateus 13:7).

Isaías no capítulo 53, nos garante que Jesus nos redimiu de todo pecado, transgressão e iniquidade. Ele assumiu a cada aspecto da maldade sobre si. As transgressões o contaminaram, feriram sua mente, vontade e emoções. Ele se tornou iníquo, na cruz Jesus foi feito pecador. Ele foi: o assassino, o ladrão, o adultero, o mentiroso, o corrupto, o depravado sexual, idólatra, o religioso etc. Ele assumiu toda identidade de iniquidade. Ele as tomou e as matou na cruz, assim todo aquele que crê se torna como Ele é agora: justo!

 

Ele foi desprezado, rejeitado e envergonhado

 

“Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.” Isaías 53:3

Muitos reconhecem a morte física de Jesus, e os aspectos de nossa redenção no corpo e no espírito. Mas Jesus não somente tratou do corpo e do espírito na cruz, a obra da redenção foi completa, pois, Ele também proveu cura para a alma. Ele sofreu na alma assim como todos nós, ele também foi ferido em suas emoções, vontades e pensamentos. Na cruz Ele foi desprezado, rejeitado e envergonhado, Ele estava assumindo toda dor emocional, toda enfermidade e doença mental. Ele até mesmo viveu o terrível sentimento de não estar no Pai, uma terrível culpa que o levou. Jesus se sentiu envergonhado e desamparado pelo Pai, não era a verdade, mas era a profunda culpa tomando sua alma, a profunda culpa do pecador.  Ele tomou todas as feridas e debilidades da alma e as levou para a morte na cruz. Ele levou a rejeição, o desprezo, a vergonha e a culpa para a morte. Ele levou o terrível peso destas coisas para a morte. Não cabe a você tentar curar as feridas de sua alma, pois, o própria Jesus já as levou para a morte e já as sepultou. Em sua ressurreição passamos a ter o mesmo sentimento que Ele tem. Filipenses 2:5 diz:

“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,” Filipenses 2:5

Pela fé podemos assumir esta condição de cura em nossa alma.  Podemos assumir cada aspectos de uma mente sã, a mente de Cristo. Toda culpa, rejeição, vergonha e desprezo que tentam nos levar a morte, Jesus já venceu. A Culpa não tem o poder para nos matar pois Cristo já a aniquilou. A Vergonha foi exposta até a morte na cruz. O desprezo foi abraçado pela morte de Jesus. A rejeição foi engolida pela vitória de Jesus. Não nada que tenha sido deixado para trás.

 

A Ressurreição

Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto no corpo, mas vivificado no espírito” 1 Pedro 3:18

“E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos também dará vida a seus corpos mortais, por meio do seu Espírito, que habita em vocês”

Romanos 8:11

Quando Jesus cumpriu todas as exigências para remover o pecado, Deus Pai resgatou Jesus do inferno (Atos 2:31-32). Foi Deus Pai quem operou a ressurreição de Jesus (Gálatas 1:1). Mas a ressurreição de Jesus não começou no sepulcro, Jesus foi primeiro vivificado no espírito quando ainda estava no inferno, e então seu corpo também foi vivificado. Ele primeiro ressuscitou espiritualmente, para então ressuscitar fisicamente.  O poder que ressuscitou Jesus dentre os mortos começou a operar no espírito dele antes de operar no corpo. Este é o mesmo poder que vivificou nosso espírito, e vivificará nosso corpo no último dia.
No caso de Cristo, o processo natural de decomposição física foi totalmente vencido e superado. Em vez de cair em pó, seu corpo foi transformado em um novo e glorioso templo para o seu espírito. Paulo ensina que a ressurreição de Jesus como a  maior manifestação do poder  de Deus sobre a Terra. A oração de Paulo em Efésios era para que os olhos do coração deles fossem iluminados, a fim de conhecerem a incomparável grandeza do poder de Deus, o poder que “ele exerceu em Cristo, ressuscitando-o dos mortos ” [Efésios 1:19-20].
O que no evangelho é descrito como “novo nascimento”. Paulo descreve como, uma “ressurreição dentre os mortos”, uma libertação do túmulo de pecados e culpa,   da morte espiritual espiritual para a vida. Cristo inaugurou isto do mesmo modo que nós nascemos. Ele se tornou o primeiro a nascer de novo, o primeiro a ressuscitar.  O novo nascimento, ou a ressurreição espiritual de Cristo é tão real quanto sua ressurreição física.  Assim como a morte espiritual afetou Adão, assim a ressurreição espiritual afetou Jesus [1 Co. 15:20-23].

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