Um estilo de vida sobrenatural se estabelece por meio da Palavra revelada no espírito. O andar no espírito somente ocorre quando entendemos pela fé a realidade da nova criação em Cristo – não como uma doutrina, ou teologia, ou ainda uma filosofia, mas entender o fato que fomos redimidos pela obra de Jesus em sua morte, ressurreição, ascensão e entronização (Cl 1.13). A revelação da Cruz para nossas vidas nos encaminhará para a nossa posição espiritual em Deus. A partir  da revelação cruz seremos transportados a revelação do Trono. Precisamos entender que homem natural não seria capaz de cumprir sua própria redenção. A verdade é que todo homem caído é apenas um ser sem a real vida, sendo apenas uma criatura, que precisa do poder regenerador da cruz. Para nós que nascemos de novo, aquilo que aconteceu na cruz é o marco absoluto que precisamos sempre ter em nossas memórias [2 Pedro 1:12]. Ao compreendermos a cruz somos imediatamente transportados para o trono.

 

Da Criação a Queda

A história da criação começou muito antes do capítulo 1 de Gênesis. Tudo começou no coração de Deus [Colossenses 1:16], na eternidade. Em Seu plano original a criação jamais incluiu a queda e a morte. No coração do Pai a criação seria um lugar perfeito, governada pelos seus filhos [Salmos 115:16] por toda eternidade.

Quando Deus criou o homem, em Sua imagem e semelhança, Ele estava revelando o propósito de sua criação. Toda criação foi criada para um propósito, ao criar os luminares do céu, ele imediatamente os “chamou”, isto é, ao nomear aquilo foi criado Deus estava dando um propósito de acordo com a natureza de cada coisa [Gn. 1:14].

“Deus disse: Façamos o homem a nossa imagem e semelhança”
Gênesis 1:26

 

Do mesmo modo Deus criou o homem em perfeição, utilizando um modelo único, Sua própria forma e imagem. O homem foi criado com todas as características e qualidades do próprio Deus. Deus criou um ser exatamente como Ele, e imediatamente chamou pelo propósito: Adão, demonstrando a natureza divina que ele havia sido feito. Adão e seus filhos foram criados para governar a terra, como o Pai governa o céu [Gênesis 1:28]. Adão estava revestido de glória como o próprio Deus [Salmos 8:5]

Quando Deus soprou nas narinas do corpo formado a partir do pó, Ele estava soprando um espírito, ele estava soprando a plenitude da vida dEle, por isso o homem é um espírito que possui uma alma e habita em um corpo. É no espírito que está a real vida da humanidade, é no espírito que Adão estava intimamente ligado com Deus [Gênesis 2:7]. E andando no espírito, Adão poderia governar todas as coisas.

A Queda

Ao pecar Adão e Eva estavam escolhendo se desligar da vida espiritual, ele estava consciente e plenamente esclarecido por Deus sobre o resultado daquela ação, eles estavam escolhendo acreditar nas mentiras da serpente, e duvidando da Palavra que Deus havia dado. Esta incredulidade os levou a destruição, e o homem que era imagem e semelhança de Deus passou a ser morto espiritualmente como o diabo é. Esta ação trouxe consequências para Adão, seus descendentes e toda criação [Romanos 3:23]. A partir daquele momento a morte espiritual passou a operar no lugar da vida no espírito que Adão possuía.

 

A Natureza de Pecado e a Maldição

A vida que Adão possuía em seu espírito foi automaticamente substituída pela morte espiritual após comer o fruto.  A morte espiritual passou a ser a natureza humana [Efésios 2:1-5]. A morte espiritual é uma condição de separação de Deus, significa o desligamento total e absoluto da vida de Deus.  A queda de Adão trouxe uma natureza caída, o tornou semelhante ao diabo em natureza, identidade e posição [João 8:44].  O homem caído é espiritualmente um “filho de Adão” por natureza, semelhante ao diabo, sendo condenado e culpado como o seu pai espiritual Satanás [1 João 3:8].

As consequências da queda para o homem foram muitas, entre elas:

  • O homem tornou-se um pecador como o diabo, sujeito a mesma condenação. Merecedor do inferno.
  • O homem, agora caído, passou a ser filho do diabo.
  • O homem passou a ter medo.
  • O homem passou a ter uma consciência de pecado, um senso de culpa.
  • O homem passou a ter vergonha.
  • O homem passou a ter uma tendência ao pecado e a maldade.
  • O relacionamento com Deus, o Pai, foi rompido e apenas restou um distante relacionamento com Deus, o Criador e Juiz do universo.
  • O homem passou a ter um complexo de inferioridade.
  • O homem passou a se sujeitar ao governo de Satanás.
  • O homem perdeu o domínio e toda criação passou a estar sujeita ao governo da morte espiritual.

 

Maldição

Quando a vida no espírito deixou Adão toda a condição que ele tinha de viver no espírito foi perdida. Neste contexto surgiu a maldição, ela é a permissão dada a Satanás para matar, roubar e destruir. Após a queda Deus mostrou a maldição que viria como consequência do pecado, Deus jamais desejou ou destinou o homem à condenação ou sofrimento [1 Ts. 5:9], mas a maldição não é uma obra divina mas uma consequência direta da transgressão, foi Adão quem sujeitou a humanidade à mesma condenação que pertence ao diabo e ao governo de Satanás [Romanos 5:17].

Satanás e seus demônios passaram a ter o direito legal de governar o mundo, trazendo destruição e morte sobre tudo [2 Co. 4:4], até mesmo a natureza passou a ser governada pela morte. Cada pecado passou a ser um acordo de aprovação ao diabo e as maldições. A maldição produz três consequências básicas:

  • Morte [espírito, alma e corpo]
  • Pobreza [espírito, alma e corpo]
  • Enfermidade [espírito, alma e corpo]

Toda expressão de maldição produzirá estas 3 coisas e por fim resulta em uma vida de sofrimento eterno.

 

A maldição da morte espiritual

A morte espiritual é uma condição de onde o espírito humano está desligado do Espírito de Deus.  O homem passou a ter a natureza do diabo a partir do momento que pecou (Efésios 2:3). Ao cometer o primeiro pecado, o homem é desligado de Deus e recebe a natureza de Satanás. Quando nasce de novo, o espírito do homem é recriado, e recebe novamente a vida e a natureza divina (2 Pedro 1:4).

A morte passou a todos os homens porque todos pecaram (Romanos 3:23), Adão transmitiu a humanidade o mesmo destino de condenação que foi dado ao diabo, ele também transmitiu a todos os homens a mesma “inclinação pecaminosa na carne”, todos os filhos de Adão nasceram com a tendência ao pecado. No entanto não podemos simplesmente culpar no Adão pela condenação de todo o mundo, pois, a Bíblia também apresenta a responsabilidade individual. Em Romanos no capítulo 7 a partir do versículo 9, Paulo nos ensina dizendo:

“Antes, eu vivia sem a lei, mas quando o mandamento veio, o pecado reviveu, e eu morri. Descobri que o próprio mandamento, destinado a produzir vida, na verdade produziu morte. Pois o pecado, aproveitando a oportunidade dada pelo mandamento, enganou-me e por meio do mandamento me matou.”

 Romanos 7:9-11

Quando ele disse “eu vivia sem a lei”, ele se referia à vida espiritual que possuía em seu espírito quando ainda era criança, antes de receber a lei e cometer o primeiro pecado, o pecado então matou a vida que havia nele. Toda criança vive naturalmente pela fé, e por isso Jesus diz: “das crianças é o reino dos céus”, mas ao cometer o primeiro pecado perde a condição espiritual para viver e então é preciso nascer de novo. A maldição da morte espiritual é a natureza do pecado que inevitavelmente trará morte ao espírito, enquanto não estiver ligado a Deus.

Sacrifício e ofertas não te agraste

 

“Pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados. Por isso, quando Cristo veio ao mundo, disse: – Sacrifício e oferta não quiseste, mas um corpo me preparaste; de holocaustos e ofertas pelo pecado não te agradaste” Hebreus 10:4-6

 

O homem foi criado em perfeita semelhança com o Pai, porém, pecou e por isso deixou de ser justo, santo e vivo espiritualmente. O homem passou a estar em uma condição como pecador, injusto, ao se deparar nesta condição o homem tentou reparar sua vergonha cobrindo-se com folhas de figueira. Deus ao encontrar aquela cena, demonstrou que a sua justiça somente poderia ser completa com derramamento de sangue. Animais foram sacrificados para cobrir o homem. Deus estava demonstrando sua bondade no lugar do sangue de Adão, ele tomou para si o sangue de um animal, para não matar o homem (Gênesis 3:21).

Todavia o sangue dos animais era apenas uma solução provisória para sua justiça, o sangue dos animais não seria capaz de devolver a condição de justiça a humanidade. Somente um sacrifício de um homem perfeito, poderia prover o perfeito sacrifício.

No sacrifício dos animais no Antiga Aliança vemos uma sombra do perfeito sacrifício que seria realizado na cruz. Eles tinham o objetivo de cobrir os pecados que impediam a comunhão com Deus. Eles cumpriram o propósito durante algum tempo. Entretanto, apesar disso, não aperfeiçoavam os ofertantes nem resolviam o problema do pecado de forma definitiva. Isto porque o sacrifício de um animal não pode se comparar ao valor da vida humana. Os sacrifícios de animais, eram apenas regras que não eram capazes de aperfeiçoar o coração (Hebreus 9:10-14), estes sacrifícios eram tão imperfeitos que precisavam ser repetidos anualmente (Hebreus 10:1-2).

Ao olharmos para a imperfeição dos sacrifícios, podemos pensar: “Como as pessoas da Antiga Aliança eram justificados por meio de sacrifícios tão imperfeitos?” Todos os homens na Antiga aliança foram justificados pela fé na promessa feita por Deus quando o homem caiu. Quando Cristo morreu Ele efetuou a remissão, isso significa que aqueles que foram salvos na Antiga Aliança, foram salvos pela fé no sacrifício definitivo que seria realizado no futuro. Eles foram salvos em Cristo, assim como nós somos. Eles creram no sacrifício que seria feito, e nós cremos no sacrifício que já foi realizado. Não foram as obras da lei que os salvaram, mas a fé. Romanos 4 nos ensina que Abraão creu e isto lhe deu crédito de justiça, Cristo na cruz pagou este crédito ao declarar: “está consumado”.

Identificação e Substituição

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” 2 Coríntios 5:21

Mesmo diante da queda, o Amor de Deus por aqueles que haviam sido seus filhos continuou existindo [Romanos 5:8], visto que Ele não poderia permitir seus filhos como pecadores eternos. Deus elaborou um plano de redenção, um caminho pelo qual a humanidade pudesse pela fé em Sua Palavra retornar para Ele. Este plano precisava cumprir todos requerimentos legais de Sua Justiça, Deus elaborou um plano perfeito para a redenção do homem e do mundo sem quebrar a sua própria justiça.

Este plano consistiu em assumir a natureza da humanidade caída, e sofrer toda punição e julgamento que a humanidade caída deveria receber. Cristo se identificou, isto é uniu-se, com o pecador tornando-se pecado e maldição [2 Co. 5:21], ele não apenas levou o nosso pecado ele se tornou pecado. Cristo foi lá, não por Ele mesmo, não como um mártir, mas como um substituto. Fomos pregados na cruz com Cristo. E Cristo também nos substituiu na punição e condenação ao inferno, havia a necessidade de punição para todos e Cristo assumiu o nosso lugar em cada uma destas punições ele foi ao extremo indo ao inferno [Gálatas 2:20]. Há uma união dupla: Primeiro, Sua união com o nosso pecado na cruz; Segunda, a nossa união com Ele em Sua glória no trono.

Ele tomou nosso cálice

Disse-lhes então: “A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo”. Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres”. Mateus 26:38,39

 

Jesus estava tomando o cálice dos nossos pecados, para nos dar do cálice da Nova Aliança. Naquele cálice estavam os pecados, transgressões e iniquidades. Beber daquele cálice significava se afastar de Deus Pai, perder sua comunhão com Deus, assim como todo homem caído. Isto afligia a alma de Jesus. Toda a angústia daquele momento não se tratava somente pela vinda da dor física, mas porque os pecados que viriam sobre Ele o tornariam morto espiritualmente e trariam separação de Deus.

Jesus não poderia ser morto sem tomar o daquele “cálice”, não foram os homens que mataram Jesus, mas a entrega dEle de tomar do cálice da iniquidade. Jesus somente morreu fisicamente, porque já havia morrido espiritualmente quando bebeu do cálice. Jesus se deixou pregar na cruz (Atos 2:23). Sentido toda iniquidade enchendo o seu ser, Jesus disse: ”Deus meu, Deus meu por que me desamparaste?”. Ele estava citando o Salmo 22, naquele momento Jesus estava assumindo sobre a natureza da morte espiritual e havia se tornado tão separado de Deus como qualquer outro pecador. E então, em seus últimos suspiros Jesus concluiu a oração de consagração que Ele havia começado no Getsêmani, dizendo: “Pai em tuas mãos entrego o meu espírito!”, Ele sabia que somente o Pai poderia traze-lo de volta. Ele foi ao inferno como pecador e não poderia sair de lá sem o Pai (Atos 2:31).

Nos dias 9 e 10 de agosto teremos uma reunião de avivamento para mergulharemos nestas realidades. Estará conosco John Crowder autor do best-seller União Mística, que tem impactado não só a nossa vida, mas de milhares de pessoas pelo mundo. Clique aqui e se inscreva

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