“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;” [Mateus 5:6]

A fome pode ser uma coisa boa. É o maior persuasor que conheço. É um poder maravilhoso. As nações aprenderam que você pode fazer quase qualquer coisa com uma população até ela ficar com fome, mas quando eles ficam com fome, cuidado. Há um certo espírito de “desespero” que acompanha a fome. Gostaria que todos tivéssemos isso espiritualmente.

Gostaria que estivéssemos desesperadamente famintos por Deus. Não seria glorioso? Seria uma coisa estranha, se estivéssemos todos com muita fome de Deus, e mesmo assim apenas um ou dois recebessem nos cultos.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça”.

A justiça é a justiça de Deus. A justiça de Deus em seu espírito, a justiça de Deus em sua alma, a justiça de Deus em seu corpo, a justiça de Deus em suas questões, em sua casa, em seus negócios, em todos os lugares. Deus é um Deus total. Seu poder funciona de todos os lados. Os artistas pintam um halo, “auréola”, em torno da cabeça de Jesus para mostrar que há uma radiação de glória de Sua pessoa. Eles também podem colocá-lo em torno de Seus pés ou qualquer parte de Sua pessoa. É a glória radiante do Deus residente, habitando, irradiando através da personalidade. Não há nada mais maravilhoso do que a habitação de Deus na vida humana. O exemplo mais supremo que Deus realizou foi tomar posse dos homens,  pelo Espírito Santo, ele entra e toma posse daqueles que estão com fome.

Depois da crucificação de Jesus havia 120 pessoas em Jerusalém. Eu garanto que se não estivessem com muita fome, eles não teriam ficado tão gloriosamente preenchidos. Era porque eles tinham fome que eles foram cheios.

Às vezes, somos inclinados a pensar em Deus como algo mecânico, como se Deus estabelecesse uma data para que esse ou aquele evento ocorra. Mas a minha opinião é que uma das obras do Espírito Santo é preparar antecipadamente os corações dos homens, colocando dentro deles uma forte fome pelo o que foi prometido por Deus até que venha acontecer.

Quanto mais estudo a história e a profecia, mais estou convencido de que, quando Jesus Cristo nasceu no mundo, nasceu em resposta a um tremendo grito do coração do mundo. O mundo precisava de Deus desesperadamente. Eles queriam uma manifestação de Deus tremendamente, e Jesus Cristo, como libertador e salvador, respondeu ao clamor de sua alma.

Muitos aguardam a segunda vinda de Jesus, como se fosse algo mecânico, acreditando que em determinado momento, quando certos eventos acontecerem, Jesus aparecerá. Não vejo assim. Eu acredito que deve haver uma fome esmagadora pela chegada do Senhor nos corações dos homens, de modo que haja uma oração, como nunca foi orada no mundo antes, para que Cristo venha,  então essa oração se elevará ao céu. E quando ela se levantar para o céu, tirará Jesus Cristo do trono e o trará para a Terra.

Daniel diz que estava convencido pelo estudo dos livros de profecia, especialmente o de Jeremias, de que chegou o tempo em que os israelitas deveriam se livres do cativeiro em Babilônia, os 70 anos foram cumpridos, mas não houve libertação. Então, diligentemente, colocou-se  a  orar [Daniel 9].

Se a libertação chegasse a acontecer mecanicamente em um determinado momento, não haveria necessidade de Daniel ter aquela tremenda fome em sua alma, de modo que ele jejuasse e orasse em panos de saco e cinzas, para a libertação vir. Os propósitos de Deus acontecem quando nosso coração e nossa mente recebem o verdadeiro “choro” de Deus, quando a verdadeira oração de Deus entra em nossos corações e o verdadeiro anseio de Deus envolve nossa natureza. Algo acontecerá então.

Não importa o que sua alma possa cobiçar, se o clamor supremo em sua vida, não o assunto secundário, ou o terceiro ou o quarto, o quinto ou o décimo, mas o desejo supremo de sua alma, com toda a sua força, de todo o seu espírito, com toda alma , este desejo então acontecerá.



John-G-Lake-300-webJOHN G. LAKE

[18 de março de 1870 –  16 de setembro de 1935]
Se alguma vez houve um homem que entrou na revelação de “Deus no homem”, este foi John G. Lake. Um homem de propósito, visão, força e caráter, seu único objetivo na vida era trazer a plenitude de Deus para cada pessoa. Ele costumava dizer que o segredo do poder do céu não estava no fazer, mas no ser. Ele acreditava que os cristãos cheios de Espírito gozarão do mesmo tipo de ministério que Jesus fez durante a vida na Terra e que essa realidade só poderia ser realizada ao se ver como Deus os via. John G. Lake viveu sua vida e cumpriu seu ministério na terra com esse tipo de entendimento espiritual. Se entendermos a realidade de nossa posição em Jesus Cristo, como o Lake fez, então nossa nação será tocada pelo poder Deus.

Referências: Excerpt from Chapter I from Spiritual Hunger – The God-Men, by John G. Lake

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