Um odre novo: A Igreja de Vida no Espírito

Nós que somos crentes em Cristo vivemos agora o tempo mais extraordinário de toda a história da humanidade! Sei que alguns dirão que essa é uma declaração bastante absurda e extremamente otimista. Mas estamos em marcha contínua para o fim glorioso! O nosso caminho está sendo continuamente iluminado por uma glória cada vez maior [Provérbios 4:18].

Nós estamos hoje diante de um odre ministerial novo. Nós o chamamos de igreja orgânica ou igreja de vida no espírito e em muitos lugares este odre novo também é chamado como igreja apostólica. Apesar da diversidade de nomes, há uma característica deste novo odre: a liderança do Espírito Santo.

Nós temos chamado a igreja como “orgânica”, como uma simples diferenciação das demais denominações, pois estamos enfatizando aquilo que cremos sobre a igreja descrita no Novo Testamento: uma igreja viva, o Corpo de Cristo em seu organismo completo liderado e estruturado pelo Espírito Santo por meio dos dons, ministérios e operações.

Para resumir em poucas palavras, estamos agora em uma “nova onda” que está avançando com mais velocidade. Estamos nela, de acordo com os meus “cálculos proféticos”, desde por volta de 2020. Esta ação do Espírito Santo começou de forma simples, o mundo estava paralisado pela pandemia, mas o Espírito Santo estava mais uma vez se movendo sobre as águas do abismo para gerar algo novo. Ele estava atraindo alguns que sabiam que as estruturas haviam quebrado, mas o espírito estava vivo. Pela primeira vez desde os dois séculos iniciais da Igreja, uma massa importante do Corpo de Cristo reconheceu a vida no espírito além das estruturas e reconheceu que provém do próprio Espírito a estrutura correta para receber o vinho novo. Esta ação do Espírito está ganhando massa e forma, resultando um número cada vez maior de pessoas desfrutando da verdade de uma igreja viva, estabelecida e liderada pelo Espírito Santo.

Como acontece com toda mudança de paradigma importante como esta, nem todos mudam de uma vez. Nós estamos atualmente na fase dos que dão início primeiramente às mudanças. Pelo menos no Brasil, ainda é uma fase de mudanças. É por isso que você ainda encontrará muitas igrejas e denominações que ainda nem sequer ouviram falar da igreja de vida no espírito ou igreja orgânica, assim como muitas outras que podem saber alguma coisa sobre uma igreja orgânica, mas decidiram por vários motivos que não querem participar, pelo menos não ainda.

Quando dizemos que estamos vivendo a transformação mais radical da história da igreja. Nós estamos falando que desta vez não há somente uma restauração doutrinária, há especialmente uma mudança em como “somos e fazemos igreja”. De fato, um odre novo para um vinho novo.

O fenômeno da igreja orgânica é claramente um novo odre no desenvolvimento da história da Igreja. Mas não pensamos de forma desequilibrada sobre isso, não estamos nos colocando como os únicos odres, ou como o centro da história de Deus na Terra, somos participantes do Corpo, fazedores e participantes da história, mas não os únicos. Nós somos sim um odre novo, mas odres novos são comuns. Não há somente um odre, mas milhares!

Pelo fato de a Igreja de Jesus Cristo ter crescido ao longo dos séculos, ela nunca cresceu exatamente da mesma maneira. Ela cresceu de um modo nos tempos do Novo Testamento, de outra maneira no Império Romano antes de Constantino, de outro modo na Idade Média, de outra maneira no tempo da Reforma, de outra maneira na era da colonização europeia, e de outra maneira depois da Segunda Guerra Mundial, mencionando apenas alguns períodos longos da história da Igreja. Cada uma dessas mudanças nos padrões de crescimento da Igreja exigiu um novo odre.

 Isto pode ser visto na Palavra, o Senhor nos ensinou sobre odres juntamente com uma das mudanças mais radicais da Bíblia, a transição entre Velha Aliança para a Nova Aliança. Em uma ocasião, os discípulos de João Batista foram ver Jesus porque estavam angustiados. Eles estavam angustiados porque estavam extremamente famintos. João Batista estava fazendo-os jejuar o tempo todo, ao mesmo tempo em que Jesus e Seus discípulos estavam comendo, bebendo e se alegrando. Eles pediram uma explicação a Jesus sobre isso:

Os discípulos de João Batista foram a Jesus e lhe perguntaram: “Por que seus discípulos não têm o hábito de jejuar, como nós e os fariseus?”.
Jesus respondeu: “Por acaso os convidados de um casamento ficam de luto enquanto festejam com o noivo? Um dia, porém, o noivo lhes será tirado, e então jejuarão.
“Além disso, ninguém remendaria uma roupa velha usando pano novo. O pano rasgaria a roupa, deixando um buraco ainda maior.
“E ninguém colocaria vinho novo em velhos recipientes de couro. O couro se arrebentaria, deixando vazar o vinho, e os recipientes velhos se estragariam. Vinho novo é guardado em recipientes novos, para que ambos se conservem”.

Mateus 9:14-17

Em resposta Jesus lhes ensinou-lhes algo sobre a Noiva e o Noivo, em seguida sobre colocar remendos novos em vestes velhas. Finalmente, Ele chegou ao exemplo dos odres. Neste contexto, João Batista representava o velho odre da Velha Aliança, e Jesus representava o novo odre da Nova Aliança. Jesus disse:

“Nem se deita vinho novo em odres velhos; do contrário se rebentam. derrama-se o vinho, e os odres se perdem”
Mateus 9:17

O que estou tentando fazer aqui é provar que nós, nas igrejas de vida no espírito, somos agora os novos odres de Deus. Mas também percebo que é essencial que possamos de mostrar a atitude correta para com os odres velhos. Jesus não desprezou nem João Batista, nem o odre velho. Na verdade, em dado momento, Ele disse que não havia homem nascido de mulher maior que João até então (Mateus 11:11). Cada um dos odres velhos de Deus, em um determinado momento, foi um odre novo. O motivo pelo qual Deus não derrama o Seu vinho novo nos odres velhos baseia-se na Sua Graça. Ele não quer destruir os odres velhos, porque os ama. Na verdade, o vinho velho costuma ser valorizado pelos conhecedores de vinho. Apesar disso precisamos novamente reconhecer que o Senhor é a videira e o Pai é o agricultor, o Senhor quer extrair de sua vinha uma safra fresca que será prensada para o vinho novo!

O principal odre eclesiástico das últimas décadas está desgastado pela disputa política e pela ganância de homens. O vinho novo, porém, será mais forte e embriagante no poder do Espírito, e precisará de um odre resistente o suficiente que não irá desperdiça-lo. Embora estejamos anunciando estas coisas, as denominações não vão se evaporar, assim como o sistema judaico da Velha Aliança não se evaporou depois que Jesus veio. Levaram cerca de 40 anos até que o templo judaico fosse destruído no 70 d.C.

Isto profeticamente nos diz que enquanto o odre novo estiver sendo cheio de vinho novo, ainda teremos por perto o odre velho. Jesus comenta sobre isso quando diz: “E ninguém, tendo bebido o velho, quer logo o novo; porque diz: Melhor é o velho” (Lucas 5:39).

Entretanto, embora continuemos a honrar aqueles que preferem o vinho velho, não estamos relutantes em sugerir e receber o novo. Nesta época que entramos, faríamos bem em sermos continuamente prensados como vinho novo e edificados como odres novos, pois “vinho novo deve ser deitado em odres novos” (Lucas 5:38). E esta é a igreja que estamos gerando.

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