Pais e Filhos na Fé III: Eu fui um órfão e depois um filho rebelde

Como disse nem sempre fui dedicado filho na fé. Passei por momentos difíceis pois eu não sabia como me submeter a autoridade. Eu não sabia como ter um pai. Eu me rebelei contra a autoridade até aprender sobre paternidade, cobertura e alinhamento. Eu quebrei a cara, um monte de vezes! Eu acreditava que autoridade era um tipo de adicional na minha vida em Deus, que tudo poderia ir bem, mesmo sem uma paternidade na minha vida. Eu estava iludido.

Papa Fred foi um dos me confrontaram dizendo: “você está em um espírito independente”, soube que eu precisava aprender como ser um filho e como me submeter à cobertura, mas não tinha ideia do que me esperava na jornada adiante. Ele sabia quem eu fui chamado para ser e estava me treinando para ser um pai como ele é. Mas na minha cabeça autoridade era algo puramente humano. A melhor dica que eu posso te dar agora é lembrar que a autoridade é ministro de Deus.

“Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; porquanto ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador em ira contra aquele que pratica o mal. Pelo que é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa da ira, mas também por causa da consciência. Por esta razão também pagais tributo; porque são ministros de Deus, para atenderem a isso mesmo. Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.”

Romanos 13: 1 -7

Algumas vezes minha cabeça era tomada por perguntas conflituosas: “Como pensar por mim mesmo e ainda permitir que pai na fé tenha autoridade na minha vida?”. Eu estava longe de casa, servindo um “desconhecido”, ministrando a dias e então algumas vezes eu achava que o meu pai na fé era invasivo, era um pensamento demoníaco. Fred me pedia para ir no mercado tarde da noite, eu não sabia como aquilo estava me ajudando. Outras vezes eu me perguntava: “como obedecer aquilo que eu ouvi de Deus enquanto submeto minha vida ao meu pai?”, as vezes eu estava extremamente apaixonado por algo, mas minha cobertura não achava aquilo uma boa ideia. O que eu deveria fazer? Fora os dias que eu não estava com vontade de me conectar com eles, mas era necessário e obrigatório.

Mesmo assim eu tentava ficar consciente da minha submissão submissão aos meus líderes e ao meu pai na fé, fazendo daquilo uma prioridade e me dedicando da melhor forma possível. Raramente, talvez nunca, tomei uma grande decisão sem me submeter primeiro ao meu pai na fé! Talvez você tenha percebido mas antes de tudo no Expansão do Reino eu me submeti ao Éber como minha paternidade.

Depois de quebrar a cara um monte de vezes, entendi o quanto é seguro tomar decisões em uma multidão de conselheiros [Provérbios 24:6]. Eu sei de minha identidade em Deus, mas ela é plena quando encontro a paternidade.

O homem sábio é poderoso, e quem tem conhecimento aumenta a sua força; quem sai à guerra precisa de orientação, e com muitos conselheiros se obtém a vitória.

Provérbios 24:5-6

Acabaram os meus “achismos”

Minha jornada como filho na fé foi no início especialmente difícil, pois eu não sabia como conceder à autoridade para outra pessoa, quando eu sentia que havia tido uma “revelação de Deus” e minha paternidade não concordava. Eu admito que sou um cara bastante intenso com isso. Quando tenho algo por dentro, tenho certeza de que funcionará e que é de Deus, então eu empenho toda a minha fé naquilo. Então, foi difícil submeter meus planos à minha paternidade quando eles tinham uma opinião diferente. Foi nesse ponto que eu adotei meu sétimo filtro para julgar a profecia: submeter ao julgamento dos pais e da cobertura [lideres]. Eu estava quase sempre tendo alguma grande percepção então eu ao invés de agir loucamente, eu ia até eles e submetia, geralmente eu voltava com apenas 10% da revelação original e algo bem diferente do inicial.

Alinhamento seria muito fácil se meu pai na fé e minha cobertura concordassem com tudo que eu fazia e sempre dissessem sim. Mas não foi assim. Havia muitas conversas em que eu ia embora frustrado porque havia me comprometido a permanecer sob paternidade e em submissão ao líder, e a percepção deles estava em desacordo com a minha. Eu pensava: “Seria muito mais fácil se eu não tivesse que passar por esse processo”. Era tentador fazer as coisas sem o consentimento deles, é neste ponto que muitos filhos se tornam independentes e desgarrados rejeitando tudo. Naquele momento havia uma forte mentira tentando me fazer acreditar que paternidade e o ministério eram um terrível “esquema de pirâmide” que eu precisava fugir.

Mas repetidamente, na medida em que eu me submetia à autoridade, eu crescia. As coisas pareciam sempre funcionar quando eu ouvia a instrução e me submetia as orientações do meu pai na fé. As coisas funcionavam como nunca antes, posso dizer que nunca me arrependi de ter me submetido aos meus líderes. Na verdade, quase todas as vezes que compreendia ser certo me submeter e o fiz, evitei alguma complicação ou engano na minha vida.

Meu pai na fé realmente não tolerava misturas nas minhas crenças, ele interrompia qualquer raciocínio que envolvesse alguma doutrina errada. Ele foi um homem que levantou de um leito de morte pela fé, e para ele pensar, crer e falar certo ou errado era questão de vida ou morte. Eu o ouvi pregar sobre perdão mais do que eu gostaria, mas era o quanto eu precisava. Eu o ouvi recriminar livros mais do que gostaria, mas era o tanto que eu precisava. Eu o ouvi dizer que eu precisava seguir apenas uma fonte mais do que eu gostaria mas era o que eu precisava. Eu aprendi que não era possível ser filho de duas palavras, que apesar de ter alguns líderes, eu só tinha um pai na fé.

Servindo a visão do Pai

Outro problema que enfrentei ao me posicionar sob a paternidade foi quando senti que meu plano não estava indo como o planejado. Anos atrás, quando comecei a me conectar com Fred Friend pela primeira vez, eu tinha um conceito do que era cobertura e paternidade. Eu fiquei deslumbrado pois pela primeira vez eu estava com alguém na minha vida que eu poderia contar tudo por inteiro, alguém para concordar em fé e celebrar o meu rompimento. Antes de conhecer o Fred, eu tive um as Salas de Cura, e planejei abrir uma Sala de Cura no Rio de Janeiro. Foi assim algo do Espírito Santo, totalmente liderado por Ele. Foi assim que conheci a Albertina Kramer e então encontrei o Fred Friend. A Albertina era a minha cobertura direta, minha mentora e líder no ministério, mas Fred se tornou o meu pai na fé, ele era líder da Albertina, e também meu líder de ministério. A Albertina havia me designado a servi-lo enquanto ele estivesse no Brasil, meu papel era ser um facilitador durante o tempo que ele estava ministrando por aqui.

No primeiro momento eu imaginei que aquela tarefa seria o rompimento de tudo o que eu queria, eu imaginava que teríamos várias reuniões em que nós três nós sentaríamos e eles derramariam tudo o que tinham em Deus, tiraríamos longo tempo de oração e eles me ajudariam em desenvolver as Salas de Cura no Rio, derramando toda sabedoria e revelação que haviam recebido sobre mim. E no final eu iria
prosperar em tudo. Imaginava-os reconhecendo a grandeza na minha vida e se comprometendo a dar suas vidas para ver meu destino cumprido. Essa é a parte da história em que as coisas não saíram como o esperado.

Após cerca de 1 ano, eu estava frustrado e cansado porque minha cobertura e meu pai na fé não estava se dedicando tanto a mim como eu havia imaginado. Abrimos cerca de 12 Salas de Cura em 5 estados em um ano. Eu havia passado cerca de 120 dias do ano longe de casa, e outros centenas de dias disponível em casa ou trabalhando remotamente para o ministério. E no final não havia nenhuma previsão de fazer algo no Rio de Janeiro. E eles não pareciam nem um pouco empenhados nisso [hahaha]. Por alguns momentos eu deixei que aquele pensamento e sentimento frustração dominassem minha mente e então comecei a negligenciar aquilo que havia sido designado. Eu estava fugindo daquilo a qualquer custo, esquecendo que fugir daquela responsabilidade era o mesmo que afundar no meu relacionamento com Deus.

Em meio à minha frustração, eu estava com Fred em uma viagem que já durava 20 dias com ministrações diárias e estava previsto mais 20 dias. Eu realmente estava cansado. Então contei a ele sobre meu sobre meu sonho de uma Sala de Cura e a minha frustração com a Albertina com toda aquela coisa de cobertura e, mais uma vez, como ele sempre fez, me confrontou com amor. Eu não lembro exatamente as Palavras de Papa Friend e Mama Laura, naquela manhã. mas eles disseram algo como:

“Cláudio queridinho, você se dá bem servindo a Albertina, você faz um bom trabalho, é tudo muito excelente… mas você faz esperando sempre algo em troca… você quer um salário que somente Deus pode te dar… você se dá muito bem com a sua cobertura quando eles o ajudam a alcançar seu destino e cumprir sua visão e a sua vontade. Mas quando eles não fazem isso, você fica frustrado e quer sair ou abandoná-los. O problema com esse pensamento é que tudo se trata de você … tudo tem a ver só com você. Tem a ver com o seu destino, com a sua visão, o seu propósito e com a sua vida. Será que você consegue servir os seus líderes mesmo quando não tem nada a ver com você? Você pode ajudá-los a alcançar o que está no coração deles sem interesses pessoais? Você pode fazer tudo o que puder para vê-los cumprir a visão e receber o manto como herança? Você vai ajudá-la a escrever a história e então você entrará para a sua própria história.”

Aquela conversa durou um café da manhã inteiro, apesar da suavidade das palavras e do ambiente de amor que eles carregavam, eu estava em pânico eu imaginei aquela viagem durando 40 anos. Aquilo pareceu um filme de terror em repetição. Eu realmente fiquei pressionado naquela conversa e eu estava com receio de dizer para eles como eu me sentia. Eu nunca havia pensado naquilo daquela forma. Eu estava frustrado com a minha cobertura, e agora com a minha paternidade, porque eu achava que eles não estavam me ajudando a alcançar meus objetivos como eu achava que deveriam. Mas ao mesmo tempo minha consciência dizia: “Eles estão certos!”. Mas será que eu poderia servi-los e ver suas visões se cumprirem mesmo sem promover a minha? É isso que significava ser um filho na fé? Era isso que o Espírito Santo estava tentando me ensinar? SIM, para todas as perguntas!

Algum tempo depois para a minha supresa Fred voltou para os Estados Unidos. E eu sabia que ele não voltaria. Antes de encontrar o Éber Rodrigues. O Fred unicamente me confrontou perguntando: “Ele é da fé?”. Ele jamais aprovou que eu estivesse em um igreja, cobertura ou paternidade que não fosse de fé. Eu falei sobre a minha jornada com o Éber desde 2012 e ele me enviou. Meses depois ele faleceu! Eu herdei o manto de Fred, de fé e cura até o final! Foi a primeira vez que não fui “rebelde” mas enviado por um pai na fé! Eu aprendi que o único caminho para essa herança da paternidade é permanecer servindo numa visão, mesmo que não tenha sido entregue a mim mas a outro.

A visão é celestial mas deve ser executada por nós na Terra. Fred foi obediente a visão celestial até o fim, e eu fui obediente a esta visão por meio da vida dele. Minha obediência garantiu ao seu legado de unção.

“Pelo que, ó Rei Agripa, não fui desobediente a visão celestial”

Atos 26:19

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