Valores essenciais são as crenças centrais quanto a Deus e o mundo, que nos foram ensinadas e reveladas ao longo de nossa vida. É importante entender isso porque profecias são percepções transmitidas pelo Espírito, mas são proferidas por nós. Isto significa que seus valores essenciais estão interpretando aquilo que você recebe de Deus, e como consequência determinam como você entende e fala aquilo que recebeu de Deus. Crenças erradas são a causa de profecias desajustadas e nocivas. O profético precisa ter a perspectiva correta, carregar os valores do Reino em sua essência [Veja mais sobre isso no post anterior da Série].

Como igreja reunimos alguns valores no ministério profético, são aplicações bíblicas daquilo que entendemos. Tudo aquilo que profetizamos está sempre sujeito ao filtro da palavra e portanto está sujeito a estes valores. Acreditamos que ainda outros serão acrescentados, mas estes são apenas alguns essenciais e fundamentais para nós, para que possamos ser sempre profetas, ou simplesmente santos, ajustados e fundamentados. Profetizando e valorizando sempre aquilo que está de acordo com a perspectiva de Jesus.

21 Valores da nossa cultura profética

1. O amor é o ambiente onde o profético pode crescer [1 Co. 14:1]

Desenvolver  uma cultura profética é uma jornada de fé, e portanto de riscos. Somente em um ambiente onde o amor é valorizado o profético pode prosperar. Em muitos momentos uma profecia poderá sair com pequenas falhas ou erros, e por isso a recomendação de Paulo para que a profecia fosse julgada [1 Co. 14:29] . O amor é importante para que não haja condenação sobre o profeta, e sim aperfeiçoamento e segurança [Ef. 4:12]. Quando valorizamos o amor, entendemos que a profecia deve sempre centralizar o amor de Deus e suas expressões de comunhão e perdão. Não existe profecia que cause divisão e nem mesmo profecia que traga acusação.

2. Dons espirituais são diferentes dos dons de Cristo. Dom de profecia não é equivalente ao Profeta.

Existem dons espirituais [1 Co. 12] e dons ministeriais, ou dons de Cristo [Efésios 4:11], neste contexto específico enfatizamos que o dom de profecia é diferente do ministério do Profeta. A profecia é um dom do Espírito acessível a todos os santos, todos aqueles que nasceram de novo tornaram-se habitação do Espírito Santo, todos os santos podem profetizar. Já o Profeta é um dom de Cristo, dado a alguns no Corpo, sendo um ofício ministerial. Nem todos aqueles que já operam no dom de profecia são profetas, mas sempre um profeta operará no dom de profecia [At. 21:9-10]. É importante ressaltar que o dom de profecia e o ofício do profeta possuem frutos diferentes. O profeta é chamado para: governar, fundamentar, direcionar, corrigir, advertir e equipar. O dom profecia é para: edificar, encorajar e consolar.  Esta distinção nos permite entender o propósito da profecia e do profeta sem que haja conflitos nas operações e sempre ordem [1 Co. 14:37].

Dom de Profecia Ofício de Profeta
É um dom do Espírito Santo É um dom de Cristo
É algo que você faz É quem você é
Está acessível a todos, e todos devem profetizar Deus escolhe alguns e concede
É para edificação, encorajamento e consolo É para governar, fundamentar, orientar, corrigir [aperfeiçoar], advertir e equipar
O dom é para a vida toda O chamado é para a vida toda
Pode fluir imediatamente, podendo ser desenvolvido e treinado. Precisa ser: afirmado, confirmado desenvolvido, treinado, comissionado e enviado.

3.   A Nova Aliança estabeleceu um novo padrão ao ministério profético.

Este é um dos principais valores em nossa cultura profética, sendo o fundamento para outros. A obra de Jesus: sua morte, ressurreição e ascensão, estabeleceu um novo paradigma na terra: o Reino de Deus, e um novo paradigma no relacionamento: a Nova Aliança. Como resultado da ascensão de Jesus, os dons de Cristo foram concedidos [Efésios 4:10-11] , eles são uma expressão totalmente diferente daquilo que foi experimentado e visto no Antigo Testamento. Os profetas do Antigo Testamento anunciaram este tempo [Isaías 55], todavia eles anunciaram que não seriam mais um modelo profético exato para nós [Jr. 31:31-34].

  •  Jesus invalidou a Antiga Aliança, tornando-a antiquada [Hb. 8:13], então o ministério profético da antiga aliança também se tornou antiquado. Na Nova Aliança recebemos um ministério superior ao antigo, o ministério da reconciliação [Hb. 8:6; 2. Co.5:17-19 ].
  • Os profetas do Antigo Testamento tiveram grandes feitos, impressionantes em essência. Contudo não somos semelhantes a eles. A Bíblia garante que qualquer um no Reino de Deus é superior aos antigos profetas [Mt. 11:11]. De fato os profetas do antigo testamento até mesmo tomaram em espadas e mataram para preservar sua mensagem [1 Rs. 18:40], algo inimaginável na Nova Aliança [Lc. 22:50-51].

4. O ministério profético da Nova Aliança não proclama juízos ou condenação. Nosso é ministério é a reconciliação.

No Antigo Testamento vemos muitas vezes os profetas proferindo juízos sobre as nações, cidades e pessoas incrédulas. Mas no Novo Testamento nem as profecias, nem mesmo os profetas declaram juízos sobre as pessoas e nações. A profecia do Novo Testamento deve sempre edificar, exortar [trazer a forma correta] e consolar, o ministério dos profetas do Novo Testamento não se trata de juízo, e sim reconciliação. O juízo no Novo Testamento é contra Satanás e seu sistema da maldade [Jo. 12:31; Jo. 16:31]. Jesus já levou sobre si, todo juízo, castigo, ou condenação, que estava reservado ao homem, por isso Deus não está irado e nem busca nos “fazer pagar” por nossos pecados [Is. 53:5], Ele não está imputando transgressões [2 Co. 5:19]. Não estamos dizendo com isso que o pecado nunca será julgado ou que não haja um inferno e um lago de fogo. Haverá um julgamento, no último dia, onde DEUS JULGARÁ os que não creem, mas este momento ainda não chegou [ 1 Co. 4:4-5; Mt. 14:24-30].

Contudo em alguns momentos, vemos supostas profecias e profetas que jamais tem o objetivo  de consolar, edificar ou encorajar. Estas “profetadas” somente declaram “denúncias de pecado” e “acusações severas”, nunca trazem perdão ou restauração, sempre expondo, envergonhando e culpando. Esta não é a operação e o propósito da profecia na Nova Aliança. Alguns argumentam que traduções da Bíblia apresentam a palavra “exortar” [paraklésis em grego] em 1 Co. 14:3, entretanto esta palavra não significa trazer condenação ou vergonha. Paraklésis, ou exortar, é: encorajar, trazer para perto, instruir intimamente.

Ministério de Juízo no Antigo Testamento Ministério da Reconciliação no Novo Testamento
Juízo sobre pessoas, cidades e nações que quebram a lei [Tg. 2:10] Reconciliação não levando em conta as transgressões [2 Co. 5:17-19]
Domínio de Satanás e e seu sistema [Dn 10:13] Juízo sobre Satanás e seu sistema [João 12:31; João 16:11]
Elias libera juízo sobre os profetas de Baal e os mata [ 1 Rs. 18:40] O Espírito de Elias traz conversão entre os pais e os filhos [ Malaquias 4:5-6]
Misericórdia condicionada ao juízo [Jr. 24:4-7] A misericórdia triunfa o juízo [Tg. 2:13]
O castigo levava a obediência  [Êx. 20:18-20] O amor lança fora o medo, porque não há mais punição [ 1 João 4:18]
O incrédulo é julgado e punido sempre [Dt. 28:15] O incrédulo recebe salvação e perdão [Jo. 12:47]

Jesus em seu ministério sobre a terra jamais condenou os homens mas os salvou, porque seu propósito em sua vinda nunca foi julgar ou condenar [Jo. 12:47, Jo.3:17-18], todavia aqueles que não creem em Jesus já estão condenados [Jo. 3:18], por isto o ministério do Filho de Deus é trazer perdão e libertação, livrando a todos da condenação que foi reservada ao diabo. O mundo não precisa de um ministério de juízos, porque ele já está condenado pelo pecado de não crer em Jesus [Jo. 16:9], o mundo precisa do ministério da reconciliação, o ministério do Espírito Santo, que traz o perdão do pecado: em salvação, cura e libertação [Jo. 20:22-23].

Jesus recebeu autoridade para perdoar os pecados e liberou esta autoridade aos discípulos [Mt. 9:6; Jo. 20:23]
Jesus não julgou e condenou a mulher pega em adultério, mas a perdoou e livrou [Jo. 8:10-12]
Jesus não permitiu que Tiago e João liberassem juízo sobre os samaritanos [Lc. 9:54-56]
Jesus liberou juízo sobre Satanás, principados e seus sistemas. [Mt 11:20-24, Mt. 24:2]
Jesus garantiu que os incrédulos somente seriam julgados no último dia [Mt. 13:24-30, Mt.25:31-32]
Jesus na cruz clamou por perdão sobre os homens, e por isto o sangue de Jesus clama por perdão [Lc. 23:34; Hb. 12:24].
Jesus está assentado no trono de misericórdia e graça. O ministério da reconciliação está desfazendo as obras do diabo e colocando o inimigo debaixo dos pés de Jesus. [1 Co. 15:25; Lc. 10:16-18]

5. Advertências e correções proféticas não juízos

Advertências não são juízos porque Deus não está querendo punir as pessoas devido ao pecado, advertências são anúncios proféticos para desviar, solucionar ou salvar pessoas de crises ou situações de risco [At.11:27-29]. Em muitos momentos será também preciso que os profetas corrijam aqueles que estão ao seu redor, a palavra corrigir neste contexto não tem haver com punição, mas sim com aperfeiçoamento, preparação ou treinamento [Ef. 4:12].

6. Deus é bom e não está irado conosco


Toda ira de Deus em relação ao pecado foi deixada na cruz, Deus não está irado ou de mau humor. A ira de Deus não está voltada contra nós [ 1 Ts. 5:9]. Deus não está causando mortes, enfermidades ou miséria  ou qualquer outra tragédia. Sua natureza é sempre boa [Gl. 3:13]. O testemunho de Jesus é o Espírito da profecia [Ap.19:10],e o testemunho de Jesus mostra que Ele somente fez aquilo que que era bom: curando, libertando e salvando  aqueles que estavam oprimidos pelo diabo [At.10:38]. Profecias sempre revelam a bondade de Deus e o seu coração para conosco, Ele não é um juiz mau, esperando seu erro. Não culpamos a Deus e inocentamos o diabo, o inimigo é o único que deseja colocar “pessoas no leito”.

7. Acreditamos no melhor das pessoas, e buscamos ressaltar o melhor em cada uma delas [Hb. 6:9; 2 Co. 5:16-17].

Deus nos amou mesmo quando ainda éramos pecadores [Rm. 5:8]. Ele depositou fé e amor na humanidade quando aparentemente  não havia valor algum. Profecias e profetas valorizam aquilo que não foi valorizado, Jesus vê valor em cada homem e mulher. Jamais veremos pessoas como projetos ou  apenas mais um “testemunho” [2 Pe. 2:1-3].

8. Nossas palavras sempre expressam graça e reconciliação [Ef. 4:29]

O texto de Efésios 4:29, apresenta a palavra grega “saprós” que significa: toda palavra destrutiva, ou degenerativa. Se percebemos algo destrutivo e ruim aplicamos a palavra com sabedoria, para que sempre haja graça e salvação. Se percebemos alguma obra do diabo então desfazemos declarando o inverso. Entendemos que nossas palavras são sempre poderosas, e portanto liberar palavras proféticas negativas é concordar com o diabo e suas ações [Pv. 18:21; 2 Rs. 2:24], podendo causar danos e feridas em quem as recebe.

9. O Espírito Santo convence do pecado e não nós [João 12:30]

10. A profecia é para edificar, encorajar e consolar [1 Co. 14:3]

11. A profecia traz a revelação da “glória pela qual fomos chamados”, o segredo do coração [1 Co. 14:25; Is. 43:7]

Não é preciso muita revelação para perceber pecados e erros, mas será preciso a revelação celestial para trazer os segredos do coração [1 Co. 14:25] e anunciar o propósito que foi escrito pelo Pai na Eternidade [Sl. 40:6-8].

12. Nós não recebemos a palavra nós a percebemos, pois a palavra está em nosso interior. O Espírito Santo está em nós e sempre está disposto a falar [ Hb. 8:14-19; Rm. 8:16]

13. Somos santos, justos e filhos de Deus, participantes da natureza divina [2 Pe. 1:4], somos novas criaturas e tratamos os nossos irmãos de acordo com essa nova natureza [2 Co. 5:16-17].

Aqueles que nasceram de novo são nova criação: santos, justos e filhos de Deus. Portanto nossas palavras enfatizam sua nova identidade, natureza e posição em Cristo. Profecias e profetas que enfatizam o pecado estão sempre colocando os santos em posição de pecadores, e se os santos ainda creem que são pecadores então eles acabam “pecando pela fé”.

14. Aqueles que ainda não nasceram de novo, são tratados com honra e amor, servimos a cada um deles como se servíssemos ao próprio Jesus  [Mt. 25:40].

15. Profecias jamais motivam o medo ou exaltam o diabo [1 Jo. 5:8]

Muitos já ouviram profecias que exaltam a ação do diabo, ou ainda geram certo “temor” ao anunciar coisas ruins e trágicas para quem as ouve. A verdade é que o amor deve lançar fora o medo, nada atrai mais do que o amor de Deus, a profecia não precisa gerar medo porque ele demonstra o amor de Deus que constrange e atrai [2 Co. 5:14].

16. Sinais e maravilhas são para nós, e estão disponíveis para todos [Mc. 16:17-18]

Sinais e maravilhas não são exclusividades apenas dos profetas, como acontecia na Antiga Aliança. Todos os que creem podem fluir em sinais em maravilhas pois o Espírito Santo está disponível para todo aquele que crer.

18. Fomos chamados para reinar em vida, vivendo o sobrenatural pela fé [Rm. 5:16-17].

19. Trazemos a expansão do Reino de Deus sobre a terra, desfazemos as obras do diabo para que assim se cumpra a restauração de todas as coisas [At. 3:20-21; Hb. 1:13; Dn 7:27]

20. Não somos dirigidos por profecias

A profecia deve edificar, encorajar e consolar. Os profetas devem entre outras coisas governar, instruir ou orientar, mas jamais dirigir ou controlar. Não é bíblico buscar direções ou guias através do ministério do Profeta no Novo Testamento [At. 21:11-14], todo filho de Deus tem o testemunho do Espírito Santo em seu interior [Rm.8:16], para liderar e conduzir. Portanto jamais utilizaremos a profecia como: manipulação, controle ou abuso. Não somos dirigidos por profecias, mas pelo Espírito em nosso interior.

21. Profecias podem ser condicionais ou incondicionais

Quando somada com outros dons revelação a profecia pode assumir uma característica preditiva, em outras palavras ela pode prever o futuro. Esta previsão pode ser condicional ou incondicional.  Isto significa que em alguns momentos a profecia previsão precisará de certas condições para se cumprir como: fé, perseverança, esperança etc. Por outro lado algumas profecias preditivas são incondicionais, e as chamamos como advertências, um exemplo é o caso da fome prevista pelo profeta em Atos 11:27-28.

Há também uma profecia anunciadora, esta não carrega uma previsão do futuro, mas provoca o futuro, este tipo de profecia é sempre condicional a fé daquele que a declara e em muitos momentos daquele que a recebe, um exemplo é a profecia de Ezequiel sobre o vale de ossos secos [ Ez. 37:1-10].

Exercícios de Ativação: 

  1. Faça uma simples oração entregando sua mente e coração ao Espírito Santo, reveja seus valores essenciais  e pense como eles estão afetando a sua vida e ministério.
  2. Confesse e declare 1 Co 2.16
    “Eu tenho a mente de Cristo e penso como Ele pensa”
  3. Se você começou a ativação no post anterior. Reveja a carta escrita e pense como estes valores essenciais podem mudá-la. Se preciso ore novamente por revelação.

 

Nós criamos o Treinamento Profético para ajudar a você que quer manifestar o avivamento, trazer os céu para a terra. Além disso, todos os lucros serão destinados a projetos missionários e sociais que visam a plena Expansão do Reino de Deus sobre a terra.

Saiba mais: Treinamento Profético

Esperamos que essa mensagem tenha lhe edificado e encorajado a manifestar o avivamento!


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